Chega setembro e, no Brasil, relembramos o Dia da Pátria. Curiosamente, aqui no Estado do Rio Grande do Sul, as pessoas comemoram não a passagem do dia Sete de Setembro (data que marca a independência brasileira de Portugal), mas sim o vigésimo dia do mês – o dia que marca o início da chamada Revolução Farroupilha.
Os sul-rio-grandenses adoram dizer que não são brasileiros, e sim gaúchos ou, no máximo, sulistas. Tem internalizado o sentimento de viverem, de fato, em uma pátria à parte da brasileira. Tomam uma bebida amarga que ninguém engole, usam roupas de gosto tão duvidoso quanto às típicas dos nortistas e nordestinos, se dizem cultos e politizados mas adoram menosprezar as culturas alheias (como por exemplo os citados colegas de vestes “alternativas”) e, ainda que façam um monte de coisas boas, sempre são, ao menos num plano nacional, irrelevados. Levam um baile de São Paulo e Rio de Janeiro.
A marca maior do absurdo é esta, mesmo: o Rio Grande do Sul faz parte do Brasil e não comemora a grande data nacional tupiniquim; prefere lembrar do começo de uma guerra que perdeu. Para a nação que tanto despreza.
Eu sinceramente não consigo entender essa tal pátria de bombacha.
(O tema merecia no mínimo um ensaio, mas eu mal ando com tempo/ovo para escrever 30 linhas aqui, então fico só no semeio da discórdia. HI HI HI)
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